{"id":4992,"date":"2026-05-08T23:41:21","date_gmt":"2026-05-09T02:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldoservidor.com.br\/?p=4992"},"modified":"2026-05-08T23:41:21","modified_gmt":"2026-05-09T02:41:21","slug":"renda-media-mensal-dos-brasileiros-chega-a-r-3-367-em-2025-e-bate-novo-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/?p=4992","title":{"rendered":"Renda m\u00e9dia mensal dos brasileiros chega a R$ 3.367 em 2025 e bate novo recorde"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rendimento m\u00e9dio mensal real de todas as fontes da popula\u00e7\u00e3o no Brasil alcan\u00e7ou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expans\u00e3o. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8\/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rendimento m\u00e9dio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, atingindo tamb\u00e9m o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do total de 212,7 milh\u00f5es de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possu\u00edam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143 milh\u00f5es de pessoas. Esse percentual \u00e9 superior ao observado em 2024 e representa o maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa. A Regi\u00e3o Sul manteve a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas com rendimento (70,9%), enquanto Norte (60,6%) e Nordeste (64,4%) apresentaram os menores percentuais, apesar dos avan\u00e7os registrados nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o relativo ao rendimento no pa\u00eds \u00e9 ainda mais expressivo se comparado ao per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. O rendimento m\u00e9dio de todas as fontes, que abrange os rendimentos provenientes tanto do trabalho quanto de outras fontes, ficou 8,6% acima do registrado em 2019 e 12,8% superior ao observado em 2012. Ap\u00f3s as perdas verificadas durante a pandemia de COVID-19, especialmente em 2020 e 2021, a recupera\u00e7\u00e3o iniciada em 2022 se manteve de forma consistente at\u00e9 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MASSA DE RENDIMENTO<\/strong>&nbsp;\u2013 A massa de rendimento mensal real de todos os trabalhos atingiu R$ 361,7 bilh\u00f5es em 2025, o maior valor da s\u00e9rie, com crescimento real de 7,5% frente a 2024 e de 23,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Com o resultado do \u00faltimo ano, somam-se quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6,0%. Esse avan\u00e7o foi impulsionado principalmente pelo aumento do rendimento m\u00e9dio do trabalho, al\u00e9m da expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada com rendimento, que chegou a 101,6 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o IBGE, os 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira com maior rendimento domiciliar per capita detinha, em 2025, 40,3% do total da massa de rendimentos domiciliares, parcela superior \u00e0 que possu\u00edam os 70% da popula\u00e7\u00e3o com os menores rendimentos. Os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores rendimentos receberam, em m\u00e9dia, 13,8 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OUTRAS FONTES<\/strong>&nbsp;\u2013 No que se refere \u00e0s outras fontes de rendimento, aposentadorias e pens\u00f5es seguiram como a principal categoria, alcan\u00e7ando 13,8% da popula\u00e7\u00e3o residente. Em 2025, 9,1% da popula\u00e7\u00e3o recebia rendimentos de programas sociais do governo, percentual que se manteve relativamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2024, mas em patamar superior ao per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia. As regi\u00f5es Nordeste (15,8%) e Norte (13,7%) tinham os maiores percentuais de pessoas com rendimentos de programas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A<strong>POSENTADORIA E PENS\u00c3O<\/strong>&nbsp;\u2013 Dentre todas as categorias que comp\u00f5em o rendimento de outras fontes, o item aposentadoria e pens\u00e3o manteve-se como o de maior valor m\u00e9dio em 2025 (R$ 2.697), permanecendo pr\u00f3ximo dos valores registrados em 2024 e 2019. O valor m\u00e9dio dos rendimentos de programas sociais do governo, incluindo programas das esferas federal, estadual e municipal, era de R$ 870 em 2025, similar ao valor observado em 2024 (R$ 875). Em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (R$ 508), o valor m\u00e9dio dos rendimentos de programas sociais do governo cresceu 71,3%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RENDIMENTO DOMICILIAR PER CAPITA<\/strong>&nbsp;\u2013 O rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita tamb\u00e9m atingiu valor recorde em 2025, ao chegar a R$ 2.264, com crescimento de 6,9% frente a 2024. Entre 2019 e 2025, a eleva\u00e7\u00e3o acumulada foi de 18,9%. Em 2025, o rendimento de todos os trabalhos compunha 75,1% do rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita, mantendo-se em patamar pr\u00f3ximo do registrado no ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os 24,9% provenientes de outras fontes se dividiam em rendimentos de aposentadoria e pens\u00e3o (16,4%), que correspondiam \u00e0 maior parte, mas tamb\u00e9m em rendimentos de programas sociais do governo (3,5%), aluguel e arrendamento (2,1%), pens\u00e3o aliment\u00edcia, doa\u00e7\u00e3o e mesada de n\u00e3o morador (0,9%) e outros rendimentos (2,0%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o Sul liderou o valor do rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita no pa\u00eds: R$ 2.734. Em seguida aparecem as regi\u00f5es Centro-Oeste (R$ 2.712), Sudeste (R$ 2.669), Nordeste (R$ 1.470 ) e Norte (R$1.558). Entre 2024 e 2025, a Regi\u00e3o Centro-Oeste (11,3%) se destacou pelo crescimento do rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita, ao passo que a Regi\u00e3o Sul apresentou a menor varia\u00e7\u00e3o (4,9%). Se comparado a 2019, as Regi\u00f5es Norte (33,6%), Centro-Oeste (27,4%) e Nordeste (23,8%) apresentaram as maiores eleva\u00e7\u00f5es do indicador, enquanto a Regi\u00e3o Sudeste (14,1%), a menor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRABALHO<\/strong>&nbsp;\u2013 O rendimento proveniente do trabalho continuou sendo a principal fonte de renda da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento habitual do trabalho, o que representa uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,7 ponto percentual (p.p.) em rela\u00e7\u00e3o a 2024. Outros 27,1% recebiam rendimentos de outras fontes, como aposentadorias, pens\u00f5es e programas sociais do governo, oscilando 0,6 p.p. frente ao ano anterior. O crescimento da popula\u00e7\u00e3o com rendimento do trabalho manteve a tend\u00eancia observada desde 2021, ainda que em ritmo mais moderado do que nos anos imediatamente anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>REGI\u00d5ES<\/strong>&nbsp;\u2013 As regi\u00f5es Centro-Oeste (R$ 4.133), Sul (R$ 4.026) e Sudeste (R$ 3.958) registraram as maiores fontes de rendimento, com o Nordeste (R$ 2.475) e o Norte (R$ 2.777) vindo na sequ\u00eancia. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2024, foi registrada eleva\u00e7\u00e3o do rendimento habitual do trabalho em todas as regi\u00f5es, com destaque para o Centro-Oeste (9,5%) e o Norte (8,1%). Na compara\u00e7\u00e3o com 2019, as maiores expans\u00f5es tamb\u00e9m foram observadas nessas duas regi\u00f5es, com crescimento de 19,5% na Centro-Oeste e de 19,8% na Norte. A regi\u00e3o Sudeste (7,2%) foi a que apresentou a menor varia\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio do trabalho no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PROGRAMAS SOCIAIS<\/strong>&nbsp;\u2013 O rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita nos domic\u00edlios que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia em 2025 foi de R$ 774, o que corresponde a menos de 30% do rendimento m\u00e9dio daqueles que n\u00e3o recebiam tal benef\u00edcio, cujo valor foi de R$ 2.682. Para os domic\u00edlios que recebiam o BPC-LOAS, o rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita foi de R$ 1.218 e, entre aqueles que recebiam outros programas sociais, o rendimento m\u00e9dio foi de R$ 948.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando o total de domic\u00edlios que recebiam rendimento de algum programa social do governo, seja o Bolsa Fam\u00edlia, o BPC-LOAS ou seja algum outro programa social, o rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita foi de R$ 886, ao passo que aqueles que n\u00e3o eram abrangidos por programa social registraram um rendimento de R$ 2.787. Assim, os domic\u00edlios beneficiados por algum programa social do governo registraram, em m\u00e9dia, um rendimento inferior a um ter\u00e7o do rendimento per capita dos domic\u00edlios n\u00e3o abrangidos por programas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*com informa\u00e7\u00f5es da Secom<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rendimento m\u00e9dio mensal real de todas as fontes da popula\u00e7\u00e3o no Brasil alcan\u00e7ou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento de 5,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4993,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia-e-orcamento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4992\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}