{"id":4836,"date":"2026-05-01T00:35:08","date_gmt":"2026-05-01T03:35:08","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldoservidor.com.br\/?p=4836"},"modified":"2026-05-01T00:35:08","modified_gmt":"2026-05-01T03:35:08","slug":"uniao-estados-e-municipios-publicam-regulamento-e-detalham-como-reforma-tributaria-vai-funcionar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/?p=4836","title":{"rendered":"Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios publicam regulamento e detalham como reforma tribut\u00e1ria vai funcionar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo federal, os estados e os munic\u00edpios publicaram na quinta-feira (30) regras que explicam como a reforma tribut\u00e1ria come\u00e7ar\u00e1 a funcionar na pr\u00e1tica. O texto detalha os primeiros passos do novo sistema de impostos sobre consumo e orienta empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos sobre o que precisa ser feito nos pr\u00f3ximos anos. A publica\u00e7\u00e3o marca uma nova etapa da reforma aprovada em 2023, quando o Congresso mudou a Constitui\u00e7\u00e3o para reorganizar a cobran\u00e7a de tributos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, o regulamento publicado agora n\u00e3o significa aumento imediato de impostos nem substitui\u00e7\u00e3o total dos tributos atuais de uma vez. O principal efeito \u00e9 abrir a fase operacional da reforma tribut\u00e1ria. A partir de agora, empresas, estados, munic\u00edpios e governo federal come\u00e7am a ajustar sistemas e processos para colocar em funcionamento o novo modelo tribut\u00e1rio previsto para os pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reforma tribut\u00e1ria foi criada para simplificar a cobran\u00e7a de impostos sobre produtos e servi\u00e7os. Hoje, o Brasil re\u00fane tributos federais, estaduais e municipais com regras diferentes, formas variadas de c\u00e1lculo e exig\u00eancias pr\u00f3prias de cada governo. Isso aumenta custos para empresas, gera disputas na Justi\u00e7a e dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o. A proposta do novo modelo \u00e9 reduzir essa complexidade e tornar o sistema mais uniforme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O regulamento divulgado agora \u00e9 importante porque transforma a reforma em medidas pr\u00e1ticas. Ele trata principalmente da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), imposto federal criado para substituir tributos atuais, e tamb\u00e9m prepara a integra\u00e7\u00e3o com o futuro Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que ser\u00e1 administrado por estados e munic\u00edpios. Na pr\u00e1tica, o efeito imediato n\u00e3o ser\u00e1 no pre\u00e7o de produtos ou servi\u00e7os, mas na organiza\u00e7\u00e3o de empresas e governos para a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas ter\u00e3o de adaptar sistemas de emiss\u00e3o de nota fiscal, programas de contabilidade, cadastros de produtos, formas de calcular tributos e envio de dados ao poder p\u00fablico. Softwares usados no dia a dia precisar\u00e3o ser atualizados para incluir os novos impostos e suas regras. Grandes companhias e pequenos neg\u00f3cios dever\u00e3o rever processos internos ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra mudan\u00e7a&nbsp; envolve o sistema de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. Hoje, muitas empresas pagam imposto em uma etapa da produ\u00e7\u00e3o e depois encontram dificuldades para recuperar esse valor. No novo modelo, a l\u00f3gica ser\u00e1 mais simples. Se uma ind\u00fastria comprar mat\u00e9ria-prima e pagar tributo nessa opera\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 usar parte desse valor como desconto quando vender o produto final. A ideia \u00e9 evitar que o imposto seja cobrado v\u00e1rias vezes ao longo da cadeia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O regulamento tamb\u00e9m abre caminho para menos exig\u00eancias separadas entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios. Atualmente, cada esfera de governo possui declara\u00e7\u00f5es, controles e fiscaliza\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. Com a reforma, a proposta \u00e9 integrar informa\u00e7\u00f5es e padronizar procedimentos. Para empresas, isso pode representar menos documentos repetidos e menos tempo gasto com obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prazos para implanta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mudan\u00e7as ser\u00e3o implantadas de forma gradual. Em 2026 haver\u00e1 uma fase de testes, voltada para adapta\u00e7\u00e3o de sistemas p\u00fablicos e privados. Nesse per\u00edodo, empresas e governos dever\u00e3o ajustar notas fiscais, plataformas digitais e mecanismos de arrecada\u00e7\u00e3o. Em 2027 come\u00e7a a cobran\u00e7a da CBS e do Imposto Seletivo. Tamb\u00e9m nessa etapa, PIS e Cofins deixam de existir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS ser\u00e3o reduzidos aos poucos, enquanto o IBS&nbsp;vai aparecer&nbsp;para ocupar o lugar desses tributos. Em 2033, o novo sistema passar\u00e1 a valer por completo. O objetivo do prazo estendido \u00e9 permitir adapta\u00e7\u00e3o sem mudan\u00e7as bruscas na arrecada\u00e7\u00e3o e no funcionamento das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fim do PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a reforma, ser\u00e3o substitu\u00eddos PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI. No lugar deles entram a CBS, de responsabilidade federal, o IBS, administrado por estados e munic\u00edpios, e o Imposto Seletivo, voltado para determinados produtos. O IPI continuar\u00e1 apenas em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o consumidor, a publica\u00e7\u00e3o do regulamento n\u00e3o muda pre\u00e7os automaticamente. O impacto depender\u00e1 das al\u00edquotas finais, da adapta\u00e7\u00e3o das empresas e das caracter\u00edsticas de cada setor. A principal promessa \u00e9 maior transpar\u00eancia, com notas fiscais mostrando de forma mais clara quanto imposto incide sobre cada compra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Distribui\u00e7\u00e3o do dinheiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m haver\u00e1 mudan\u00e7a na divis\u00e3o do dinheiro arrecadado. Hoje, parte dos tributos fica onde o produto \u00e9 fabricado ou o servi\u00e7o \u00e9 prestado. No novo modelo, a arrecada\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 mais o local onde acontece o consumo final. Isso pode alterar receitas de estados e munic\u00edpios ao longo da transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal, os estados e os munic\u00edpios publicaram na quinta-feira (30) regras que explicam como a reforma tribut\u00e1ria come\u00e7ar\u00e1 a funcionar na pr\u00e1tica. O texto detalha os primeiros passos do novo sistema de impostos sobre consumo e orienta empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos sobre o que precisa ser feito nos pr\u00f3ximos anos. A publica\u00e7\u00e3o marca [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4837,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4836","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica-e-gestao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4836\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}