{"id":4304,"date":"2026-03-03T06:50:21","date_gmt":"2026-03-03T09:50:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldoservidor.com.br\/?p=4304"},"modified":"2026-03-03T06:50:21","modified_gmt":"2026-03-03T09:50:21","slug":"nova-lei-preocupa-defensores-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/?p=4304","title":{"rendered":"Nova lei preocupa defensores p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aprovada em novembro, a Lei 12.252, que disp\u00f5e sobre os direitos da pessoa natural usu\u00e1ria de servi\u00e7os financeiros, promete reduzir os juros dos empr\u00e9stimos consignados, mas especialistas alertam para o risco de ampliar o comprometimento integral da renda dos trabalhadores e aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o permite que bancos quitem d\u00edvidas diretamente com recursos de outras institui\u00e7\u00f5es, amplia o acesso ao cr\u00e9dito consignado, mas flexibiliza a prote\u00e7\u00e3o da renda e reduz o risco para os bancos, o que pode resultar em juros menores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa \u00e9 de que a medida beneficie quem busca substituir d\u00edvidas mais caras, como as do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, por empr\u00e9stimos com taxas reduzidas. No entanto, defensores p\u00fablicos alertam que a nova regra elimina a possibilidade de suspender descontos em situa\u00e7\u00f5es emergenciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O defensor p\u00fablico Ant\u00f4nio Carlos Cintra, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Defensoras e Defensores P\u00fablicos (Anadep), afirma que a lei pode agravar o cen\u00e1rio de superendividamento. No Distrito Federal, mais de 8 mil pessoas j\u00e1 t\u00eam 100% do sal\u00e1rio retido mensalmente. Em nota t\u00e9cnica, a entidade recomenda que sejam aplicados limites semelhantes aos do cr\u00e9dito consignado, al\u00e9m de teto para juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Instituto Fecom\u00e9rcio mostram que, em 2025, o \u00edndice de endividados e inadimplentes chegou a 69,05% no pa\u00eds. O cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 o principal vil\u00e3o, respons\u00e1vel por 85% dos atrasos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teto do consignado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para mitigar os riscos, o documento prop\u00f5e que a lei aplique o mesmo teto utilizado no cr\u00e9dito consignado. Al\u00e9m disso, recomenda o estabelecimento de limites de juros para essas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o economista e professor do Ibmec, Gilberto Braga, o endividamento&nbsp;\u00e9 resultado de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores: cr\u00e9dito caro, baixa educa\u00e7\u00e3o financeira e falta de planejamento familiar. O professor destaca que o aumento do cr\u00e9dito f\u00e1cil e do consumo sem planejamento leva muitas fam\u00edlias a comprometerem grande parte da renda com d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O consumidor deve avaliar melhor suas compras e evitar comprometer o or\u00e7amento com d\u00edvidas de longo prazo, especialmente em per\u00edodos de instabilidade econ\u00f4mica&#8221;, orienta o economista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Braga chama aten\u00e7\u00e3o para o impacto dos juros: os juros elevados no Brasil tornam o custo do cr\u00e9dito muito pesado, dificultando a quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas e aumentando o risco de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprovada em novembro, a Lei 12.252, que disp\u00f5e sobre os direitos da pessoa natural usu\u00e1ria de servi\u00e7os financeiros, promete reduzir os juros dos empr\u00e9stimos consignados, mas especialistas alertam para o risco de ampliar o comprometimento integral da renda dos trabalhadores e aposentados. 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