{"id":4100,"date":"2026-02-12T05:44:50","date_gmt":"2026-02-12T08:44:50","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldoservidor.com.br\/?p=4100"},"modified":"2026-02-12T05:44:50","modified_gmt":"2026-02-12T08:44:50","slug":"sindicatos-de-servidores-do-inss-rebatem-criticas-de-parlamentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/?p=4100","title":{"rendered":"Sindicatos de servidores do INSS rebatem cr\u00edticas de parlamentar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Martha Imenes<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As cr\u00edticas do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) sobre o trabalho remoto de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atingiria 70% do funcionalismo,&nbsp;provocou rea\u00e7\u00f5es de sindicatos, que rebatem as afirma\u00e7\u00f5es do parlamentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Sa\u00fade, Trabalho e Previd\u00eancia Social no Rio Grande do Sul (Sindisprev-RS), por exemplo, afirmou que n\u00e3o procede a informa\u00e7\u00e3o de que cerca de 70% dos funcion\u00e1rios do instituto atuam em regime remoto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados oficiais do pr\u00f3prio INSS indicam que o percentual m\u00e9dio de servidores em teletrabalho \u00e9 de aproximadamente 40%, n\u00famero considerado significativamente inferior ao que vinha sendo divulgado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do Sindisprev-RS, a divulga\u00e7\u00e3o de percentuais imprecisos passa a impress\u00e3o de que os trabalhadores do INSS s\u00e3o respons\u00e1veis pelos problemas, como a fila de 3 milh\u00f5es de segurados aguardando por aposentadorias e outros benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A distor\u00e7\u00e3o desses dados contribui para desinformar a sociedade e refor\u00e7ar uma narrativa que tenta transferir aos servidores a responsabilidade por problemas que s\u00e3o estruturais, hist\u00f3ricos e amplamente documentados&#8221;, afirmou o sindicato, em nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entidade aponta que as dificuldades enfrentadas pelo INSS est\u00e3o relacionadas a fatores estruturais, como d\u00e9ficit de pessoal, limita\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e falta de investimentos ao longo dos anos, e n\u00e3o ao regime de trabalho adotado pelos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o&nbsp;Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previd\u00eancia (Sinssp-BR)&nbsp;rebateu as declara\u00e7\u00f5es do deputado, que atribuiu os problemas no atendimento do INSS \u00e0 suposta recusa de servidores em cumprir jornada presencial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o sindicato, a fala ignora a realidade enfrentada pela categoria, marcada por sobrecarga de trabalho, metas elevadas e sistemas ineficientes. O teletrabalho, afirma a entidade, \u00e9 uma modalidade essencial para reduzir as filas virtuais e garantir a an\u00e1lise de benef\u00edcios, j\u00e1 que os servidores que atuam remotamente cumprem metas 30% superiores \u00e0s do regime presencial e arcam com os custos de sua pr\u00f3pria estrutura de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sinssp-BR destaca ainda que muitas ag\u00eancias n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00f5es adequadas para receber servidores. Reformas recentes reduziram guich\u00eas e espa\u00e7os de atendimento, enquanto parte dos equipamentos de inform\u00e1tica e da infraestrutura de internet encontra-se defasada, comprometendo a agilidade dos processos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o sindicato, sem o teletrabalho as filas virtuais seriam ainda maiores, j\u00e1 que a estrutura f\u00edsica das ag\u00eancias n\u00e3o comporta a demanda atual. &#8220;Declara\u00e7\u00f5es como essa apenas aprofundam a desvaloriza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico e ignoram o esfor\u00e7o real de uma categoria que segue trabalhando al\u00e9m dos limites para assegurar direitos da popula\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, afirma a nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o Sinssp-BR, valorizar os servidores \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para reduzir filas, melhorar o atendimento e fortalecer o INSS \u2014 caminho oposto ao da desinforma\u00e7\u00e3o e da culpabiliza\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 na linha de frente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relembre<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final de janeiro, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse durante uma entrevista que a situa\u00e7\u00e3o enfrentada por aposentados e segurados do INSS \u00e9 &#8220;inaceit\u00e1vel&#8221;, especialmente diante da manuten\u00e7\u00e3o do home office por grande parte dos servidores desde 2020. Pimenta afirmou que cerca de 70% dos funcion\u00e1rios do instituto seguem trabalhando remotamente e resistem at\u00e9 mesmo ao modelo semipresencial, o que, para ele, compromete o funcionamento do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O deputado responsabiliza a falta de controle e de lideran\u00e7a da gest\u00e3o do INSS pelo atendimento prec\u00e1rio, afirmando que os aposentados est\u00e3o sendo &#8220;massacrados&#8221; enquanto a corpora\u00e7\u00e3o se protege.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Pimenta, o problema n\u00e3o est\u00e1 na falta de pessoal, como alegam servidores, mas na recusa de parte deles em cumprir jornada presencial. O deputado relatou que at\u00e9 propostas de mutir\u00f5es para reduzir a fila de pedidos de aposentadoria e benef\u00edcios por incapacidade esbarram na resist\u00eancia \u00e0 volta ao trabalho. Ele denunciou ainda que h\u00e1 servidores que n\u00e3o residem mais na cidade de lota\u00e7\u00e3o, incluindo casos de funcion\u00e1rios morando no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O parlamentar tamb\u00e9m criticou o fechamento de ag\u00eancias e o funcionamento de unidades com apenas um servidor, al\u00e9m de considerar insuficientes as explica\u00e7\u00f5es da presid\u00eancia do INSS, que atribuiu os problemas ao sistema da Dataprev.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pimenta destacou ainda a falta de peritos m\u00e9dicos no Sul e no Sudeste, ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o de novos profissionais majoritariamente para as regi\u00f5es Norte e Nordeste, e afirmou que n\u00e3o aceitar\u00e1 &#8220;desculpas esfarrapadas&#8221; para o mau atendimento prestado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Principais pontos<br>de atrito<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nota de rep\u00fadio: o SindisprevRS manifestou &#8220;profunda indigna\u00e7\u00e3o&#8221; com falas do deputado, que na vis\u00e3o dos sindicalistas, responsabilizam os trabalhadores pelo sucateamento do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cr\u00edticas ao atendimento: servidores rebateram a afirma\u00e7\u00e3o de Pimenta de que o problema no INSS n\u00e3o seria falta de pessoal, mas sim a recusa de parte da categoria em cumprir a jornada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sucateamento: entidades da categoria apontam que o INSS sofre com sucateamento, o que gera as filas e instabilidade no atendimento, contrariando a narrativa de que a responsabilidade seria dos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conflito de narrativas na CPMI: as cr\u00edticas ocorrem em um contexto onde Paulo Pimenta atua na CPMI do INSS, focando em descontos indevidos por entidades fantasmas no governo anterior, enquanto representantes dos servidores defendem a estrutura da autarquia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Martha Imenes As cr\u00edticas do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) sobre o trabalho remoto de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atingiria 70% do funcionalismo,&nbsp;provocou rea\u00e7\u00f5es de sindicatos, que rebatem as afirma\u00e7\u00f5es do parlamentar.&nbsp; O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Sa\u00fade, Trabalho e Previd\u00eancia Social no Rio Grande do Sul (Sindisprev-RS), [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica-e-gestao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaldiarioeconomico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}